O mercado de apostas online voltou ao foco das autoridades. Na manhã desta quinta-feira (21), a Polícia Civil prendeu Alberth Cesar Janjon, apontado como proprietário de uma plataforma de apostas, em um apartamento de alto padrão no bairro Nova Campinas, em Campinas (SP).
A ação faz parte da Operação "Jogo Sujo", que investiga uma organização criminosa envolvida com jogos de azar e apostas ilegais em plataformas digitais, com atuação em diferentes regiões do país.
O que foi apreendido
No cumprimento do mandado de prisão preventiva, a polícia apreendeu:
- Dois veículos de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão
- Relógios e bolsa de grife
- Celulares, notebook e cartões bancários
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa de Janjon classificou a prisão como "totalmente inadequada e desproporcional". Afirma que o processo é oriundo do interior do Ceará e apura supostos pagamentos a influenciadores para divulgação de plataformas conhecidas como "Jogo do Tigrinho" e outros jogos de azar.
A defesa argumenta ainda que o investigado "atuava no segmento de apostas esportivas dentro das normas atualmente exigidas pela legislação brasileira" e que parte dos bens apreendidos não pertenceria a ele.
Por que isso importa pro mercado digital
Esse caso reforça uma tendência clara: a fiscalização sobre o mercado de bets, afiliados e influenciadores que promovem apostas está cada vez mais agressiva. Com a regulamentação federal das apostas em vigor, operar fora das regras (ou divulgar plataformas não autorizadas) virou um risco real — não só financeiro, mas criminal.
Pra quem trabalha com tráfego, afiliação ou criação de conteúdo no nicho de iGaming, fica o recado: vale conferir a lista de operadores autorizados pelo Ministério da Fazenda antes de fechar qualquer parceria.
Fonte: g1 Campinas e Região
