Se sua campanha do Meta Ads ficou estranhamente mais cara em 2026 sem aumento equivalente nos resultados, calma — não é só com você. Levantamentos do mercado mostram um aumento médio de 12,15% no CPM no primeiro trimestre, e isso tem causa estrutural, não bug de leilão.
O que aconteceu na virada de 2026
A partir de 1º de janeiro de 2026, com a entrada em vigor de mudanças da reforma tributária brasileira, a Meta passou a repassar tributos que antes absorvia. Junto disso, novas regras de cobrança e ajuste de limites de conta entraram em vigor. Resultado prático: o mesmo orçamento entrega menos impressões e o leilão ficou mais competitivo, especialmente em nichos saturados (emagrecimento, finanças, infoproduto).
Por que isso dói mais em quem vende no digital
- Margem apertada: infoproduto e dropshipping operam com CPA muito sensível. 12% a mais no topo derruba o ROAS inteiro.
- Criativo cansado: com leilão mais caro, criativo médio não paga mais o show. Só o que tem hook forte sobrevive.
- Públicos amplos: Advantage+ ficou mais sensível à qualidade do criativo do que à segmentação.
O que ajustar essa semana
- Recalcular CPA-alvo: some 12% no seu CPM histórico e refaça a conta de breakeven.
- Fechar criativos com CTR < 1%: não tem mais espaço pra "deixar rodar pra ver".
- Testar 3 hooks por semana em vídeos curtos (Reels e Stories) — formato que ainda tem CPM mais barato.
- Migrar parte do budget pra remarketing: lista quente paga melhor o leilão atual.
- Revisar pixel e conversões API: sem sinal limpo, o algoritmo otimiza errado e queima verba dobrada.
O lado bom dessa história
Quem aguentar o tranco vai pegar concorrente desistindo. Histórico mostra: toda vez que tráfego encarece, sobe o nível médio dos anunciantes que ficam — e o cliente bom, que parou pra ouvir oferta, converte melhor.
Não é hora de cortar verba. É hora de cortar criativo ruim.
