Operação Cavalo de Aço apreende Lamborghini, Camaro e joias em Sergipe; bens somam R$ 10 milhões

Polícia Civil de Sergipe mira esquema de lavagem de dinheiro: suspeito com renda declarada de R$ 3 mil movimentou R$ 12,5 milhões e pagou R$ 3,1 mi em uma Lamborghini Huracán EVO usada como vitrine de ostentação.

Por Axye Editorial — publicado em 20/06/2026 — 3 min de leitura

Operação Cavalo de Aço apreende Lamborghini, Camaro e joias em Sergipe; bens somam R$ 10 milhões

A Polícia Civil de Sergipe deflagrou na quinta-feira (18) a Operação Cavalo de Aço, mirando um grupo investigado por lavagem de dinheiro com atuação no estado e ramificação no Mato Grosso. O somatório de veículos, joias, imóveis e relógios apreendidos chega à casa dos R$ 10 milhões.

O carro-chefe da apreensão é uma Lamborghini Huracán EVO avaliada em cerca de R$ 3,8 milhões, que vinha sendo exibida como símbolo de ostentação no município de Estância. Segundo a investigação, o veículo aparecia registrado em nome de uma empresa criada poucos dias antes da negociação, ligada a pessoas já investigadas por tráfico de drogas — manobra usada para blindar o real proprietário, devedor de mais de R$ 4 milhões em ações judiciais.

Lamborghini Huracán EVO apreendida pela Polícia Civil em Sergipe
Lamborghini Huracán EVO, avaliada em R$ 3,8 milhões. Foto: SSP/SE.

O que foi apreendido

Ao todo, seis veículos de luxo foram sequestrados pela Justiça, somando cerca de R$ 4 milhões. Além da Lamborghini, a frota inclui:

Em duas residências de alto padrão — uma na Barra dos Coqueiros e outra na Praia da Caueira, em Estância — os agentes encontraram peças de ouro 18 quilates, joias e relógios de luxo, entre eles um modelo avaliado em torno de R$ 40 mil. Dois passaportes também foram recolhidos.

Relógios de luxo apreendidos na operação
Relógios apreendidos durante a operação. Foto: SSP/SE.

R$ 3 mil de renda, R$ 12,5 milhões no extrato

Um dos pontos centrais da investigação é a disparidade financeira de um dos suspeitos: renda mensal declarada de aproximadamente R$ 3 mil, mas movimentação bancária superior a R$ 12,5 milhões em um curto intervalo de tempo. Esse mesmo investigado teria desembolsado os R$ 3,1 milhões pagos ao vendedor original da Lamborghini.

A polícia também identificou empresas de fachada — sem atividade econômica compatível — que serviam como ponte para movimentar valores expressivos e dificultar o rastreamento da origem do dinheiro.

Sigilo telemático ligou suspeito ao carro

A quebra de sigilo telemático trouxe um detalhe que pesou: o comprovante de compra de uma peça específica para a Huracán, atribuído a um dos investigados, criou um vínculo direto entre ele e a manutenção do veículo — mesmo o carro estando registrado em nome de terceiros e fora do estado.

Equipes da Operação Cavalo de Aço
Equipes mobilizadas na Operação Cavalo de Aço. Foto: SSP/SE.

Imóveis e contas bloqueados

Além das apreensões físicas, a Justiça determinou o bloqueio de imóveis de alto padrão em Sergipe e o congelamento de contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas ligadas ao grupo, como forma de assegurar eventual reparação às vítimas. A análise dos materiais apreendidos e novas oitivas continuam para identificar a origem dos recursos e demais beneficiários do esquema.

Bens de luxo apreendidos somam cerca de R$ 10 milhões
Conjunto de bens apreendidos chega a cerca de R$ 10 milhões. Foto: SSP/SE.

Vídeo da operação

📺 Assista à reportagem em vídeo no g1 Sergipe.


Fontes: Polícia Civil de Sergipe / SSP-SE. Reportagem original e imagens: g1 Sergipe — 18/06/2026. Fotos creditadas a SSP/SE, distribuídas via g1.

Tópicos: operacao-policial, lavagem-de-dinheiro, sergipe, lamborghini, noticias

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